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The Society for Research into Higher Education

Challenges of multilingual studies

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The SRHE Blog is now read in more than 100 countries worldwide, and we have therefore decided to introduce publications in more than one language. Click on ‘Versão em Português below to jump to the Portuguese language version of this post. In the next few months we hope to post blogs in French, Russian, Chinese and more. SRHE members worldwide are encouraged to forward this notification, especially to non-English-speaking colleagues.

New contributions are welcome, especially if they address topical issues of policy or practice in countries other than England and the USA. Submissions may be written either in English or in the author’s native language. Please send all contributions to the Editor, rob.cuthbert@uwe.ac.uk

Desafios de realizar pesquisas multilíngues Versão em Português

by Aliandra Barlete

I have been intrigued – and somehow fascinated, too – by the ethical implications of conducting international research. As an international student in the UK, ethical dilemmas have surfaced many times, in spite of preparation during the course of studies. Some dilemmas were discussed in my paper for the 2017 SRHE Newer Researchers conference: ‘Ethical challenges when conducting fieldwork abroad: reflections from a multinational and multilingual study about higher education in Latin America’. The challenge of managing many languages is one good example and – although not new by any means – give us a lot to think about.

For over 10 years I have been a student of the shaping of regional higher education projects, and the impact of higher education in region-building. My current research seeks to build a historical analysis of the regional HE project in Latin America’s Mercosur [website: http://www.mercosur.int ]. This research implies the use of three languages: English, Portuguese and Spanish across five countries: Argentina, Brazil, Chile, Paraguay and Uruguay. The fact that I am a Portuguese speaker, writing a thesis in English, and having Spanish as a third language is of huge help. However, having those skills does not prevent many concerns from arising. How to adequately represent meanings and the participants’ voices in English? Or, how to manage the variances in Spanish language in Argentina, Uruguay, Paraguay and Chile?

Meanings can be lost when handling data (interviews, policy documents, meeting minutes, etc) in different languages. To Filep (2009), the cultural aspects of the empirical data must be somehow translated, interpreted, and dealt with. This is because the skills of the translator, and her knowledge of the culture of the place where the research takes place, can affect the quality of the representation into English. I learned this lesson the hard way. During a pilot study, ensuring that the questions for the semi-structured interviews in Spanish and Portuguese would give me the responses I looked for in the original questions in English was a thought-provoking exercise. Not always successful, I must say. My attempts to be clearer with the participants resulted in some questions receiving slightly different answers. Fortunately, the pilot study fulfilled its mission in allowing the testing of my methodological choices. Lessons were learnt about the perils of multilingual studies in time for the main data collection later.

It is known that issues of translation affect the robustness of the study as well as the data  analysis (Birbili, 2000; Filep, 2009). Finding the best way to manage translations is a choice researchers in international contexts need to make. I have come across four options. Filep (2009) proposes two: either a direct (word-for-word) translation, or a free translation of the texts (adapting the text for readers of English language). Both have their downsides. Whereas a literal translation could be unintelligible for English language speakers, a free translation could ensure the reader’s understanding – yet  at the cost of presenting a newly constructed text which might import new meaning. Third, Inhetveen (2012) suggests the use of a table where the direct translation is presented next to an adjusted rendering in  English language. In this case, there would be two translations of the same quote, requiring a large(r) number of words to express the same content. Finally, Birbili (2000) offers a fourth solution via collaborative work that resembles the practice of member-checking in interviews. The translations would be ratified with the participants. Although ensuring that the meanings and voices are represented as truthfully as possible, Birbili’s approach may mean delays in obtaining a reply from the participants.

Finally, for the data analysis to be robust it is vital to work out how to adequately represent the translated data and participants’ values and meanings. In the case of interviews, it is also a means to empower the participants of the study, for they share a ‘gift’ (Limerick, Burgess‐Limerick, & Grace, 1996) when taking part in the research. I unfortunately have not reached a final verdict on the best way to deal with translations. After  testing two of the approaches above, I noticed a tendency to keep the original language of the interviews visible in the text, either in a table  or on the footnotes. It looks as if this ethical dilemma, at least, might be getting close to a resolution. I look forward to crossing off yet another item on my list.

SRHE member Aliandra Barlete is a PhD candidate in Sociology of Education at the Faculty of Education, University of Cambridge, and a member of Wolfson College.

References

Birbili, M. (2000). Translating from one language to another. Social Research Update, Winter 2000(31).

Filep, B. (2009). Interview and translation strategies: coping with multilingual settings and data. Social Geography, 4(1), 59–70.

Inhetveen, K. (2012). Translation challenges: Qualitative interviewing in a multi-lingual field. Qualitative Sociology Review, 8(2). Retrieved from

http://search.proquest.com/openview/f7500df0f562a4fcc518ca8adf803805/1?pq-origsite=gscholar&cbl=816331

Limerick, B., Burgess‐Limerick, T., & Grace, M. (1996). The politics of interviewing: power relations and accepting the gift. International Journal of Qualitative Studies in Education, 9(4), 449–460. https://doi.org/10.1080/0951839960090406

 

Desafios de realizar pesquisas multilíngues

por Aliandra Barlete

Tenho pensado muito sobre os desafios éticos que emergem de pesquisas internacionais. O tema me intriga e me fascina. Como estudante internacional no Reino Unido, tenho encontrado dilemas éticos em diferentes estágios da minha pesquisa qualitativa, apesar da preparação que a Universidade oferece durante o programa. Abordei alguns desses dilemas na Conferência da SRHE para Newer Researchers de 2017, com a apresentação: “Ethical challenges when conducting fieldwork abroad: reflections from a multinational and multilingual study about higher education in Latin America”. Embora não seja um tema recente, o desafio de realizar estudos multilíngues é um bom exemplo de dilemas éticos em pesquisa qualitativa, e nos convida a refletir.

Há mais de 10 anos estudo a formação de projetos regionais de educação superior, bem como a sua influência na construção de regiões politicas, econômicas e culturais. Minha pesquisa atual busca construir uma análise histórica do projeto regional de educação superior no Mercosul [site: http://www.mercosur.int%5D. A pesquisa requer o uso de três idiomas, inglês, português e espanhol, e atravessa cinco países: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Ter o português como língua materna, escrever uma tese em inglês, e ter conhecimentos do espanhol (como terceiro idioma), é certamente de muita ajuda. Entretanto, essas habilidades não impediram o surgimento de algumas  preocupações, tais como: como representar adequadamente os significados e as vozes dos participantes no idioma inglês?; ou, ainda, como gerenciar as variações na língua espanhola entre Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile?

A análise dos dados (entrevistas, políticas públicas, atas de reuniões etc) em diferentes idiomas pode fazer com que significados sejam perdidos durante a versão para o idioma final – no meu caso, o inglês. Para Filep (2009), os aspectos culturais dos dados empíricos devem ser de alguma forma traduzidos, tratados e interpretados. Isso por que as habilidades da tradutora, e seu conhecimento da cultura onde a pesquisa ocorreu, podem afetar a qualidade da representação no idioma final. Aprendi essa lição a duras penas. Durante o estudo piloto, foi desafiador certificar que as perguntas das entrevistas semiestruturadas em espanhol e português fossem equivalentes às originais em inglês. Nem sempre fui bem-sucedida. A preocupação em ser tão clara quanto possível com os participantes resultou em respostas ligeiramente diferentes a algumas das perguntas. Felizmente, o estudo piloto cumpriu sua missão ao me permitir testar escolhas metodológicas. Aprendi, então, os desafios em realizar estudos multilíngues a tempo para a coleta de dados principal, que veio mais tarde.

Questões de tradução afetam a robustez do estudo, bem como a análise dos dados (Birbili, 2000; Filep, 2009). Definir a melhor forma de realizar as traduções dos dados coletados (ou analisados) é uma escolha que todos os pesquisadores em contextos internacionais precisam fazer. Encontrei quatro opções. Filep (2009) propõe duas: uma tradução direta (palavra por palavra), ou ainda a tradução livre dos textos para o idioma final (adaptada para a língua inglesa). Ambas têm suas desvantagens. Considerando que uma tradução literal poderia ser ininteligível para falantes de inglês, uma tradução livre poderia assegurar o entendimento do leitor – ainda que ao custo de apresentar um texto recém-construído que pode importar um novo significado. Como terceira opção, Inhetveen (2012) sugere o uso de uma tabela na qual a tradução direta é apresentada ao lado de uma versão ajustada, no idioma inglês. Nesse caso, haveria duas traduções da mesma citação, as quais exigiriam um grande número de palavras para expressar o mesmo conteúdo. Finalmente, Birbili (2000) oferece uma quarta solução via trabalho colaborativo que se assemelha à prática de revisão pelos participantes (member checking). As traduções seriam ratificadas com os participantes. Embora sugira que os significados e vozes sejam representados da forma mais verdadeira possível, a abordagem de Birbili pode resultar em atrasos na resposta dos participantes.

Por último, a fim de que a análise de dados seja robusta, é vital definir a melhor forma de representar os dados traduzidos e os valores e significados aportados pelos participantes. No caso das entrevistas, vejo também como uma forma de empoderar os participantes entrevistados, pois sua contribuição à pesquisa não deixa de ser um ‘presente’ (Limerick, Burgess-Limerick, & Grace, 1996). Infelizmente ainda não cheguei a um veredito final sobre a melhor maneira de gerenciar as traduções no meu estudo. Ao testar duas das abordagens acima, notei uma tendência em querer manter a linguagem original das entrevistas visível no texto, seja como uma tabela, seja nas notas de rodapé. Parece que esse desafio ético pode estar chegando perto de uma solução. Estou ansiosa para passar ao próximo item na minha lista de dilemas.

Aliandra Barlete é doutoranda em Sociologia da Educação na Faculdade de Educação, Universidade de Cambridge, e membro do Wolfson College.

Referências bibliográficas

Birbili, M. (2000). Translating from one language to another. Social Research Update, Winter 2000(31).

Filep, B. (2009). Interview and translation strategies: coping with multilingual settings and data. Social Geography, 4(1), 59–70.

Inhetveen, K. (2012). Translation challenges: Qualitative interviewing in a multi-lingual field. Qualitative Sociology Review, 8(2). Retrieved from

http://search.proquest.com/openview/f7500df0f562a4fcc518ca8adf803805/1?pq-origsite=gscholar&cbl=816331

Limerick, B., Burgess‐Limerick, T., & Grace, M. (1996). The politics of interviewing: power relations and accepting the gift. International Journal of Qualitative Studies in Education, 9(4), 449–460. https://doi.org/10.1080/0951839960090406

Author: SRHE News Blog

An international learned society, concerned with supporting research and researchers into Higher Education

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